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!! MeNiNa dE aMaRaLiNa !!
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A ferro e fogo, eu nasci. A ferro e fogo, eu morri. Mais de mil vezes
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Domingo, Junho 29, 2008
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Se a mim for concedido o direito de pausas repositoras, então já anuncio que eu continuo na vida.
fábio de melo
Há coisas na vida que não são para serem explicadas ou compreendidas, mas simplesmente para serem vividas. Aprendi isso há pouco tempo, pouquíssimo aliás. E já me vejo extremamente encantada com a experiência que posso vir a ter por conta disso.
É que tem vezes que somos teimosos. Brigamos com o mundo, com as pessoas, com as situações. Insistimos em erros, nas falhas. E eu, cansei de errar.
Diante de novos horizontes, a vida sorri pra mim. Sorri de forma plena, como sempre almejei em minha vida. E não pense que isso é simples ou fácil. O sofrimento chega forte, mas se instala de forma reconfortante, como algo necessário e importante.
É que como eu disse, há coisas na vida que não se explicam nem se compreendem, apenas se vive. As maravilhas que esse momento de desafio me propõem, surgem como um "trampolin" para uma nova etapa, a etapa da luz.
Imagine um caminho cuja estrada é tortuosa, cheia de buracos e plantações que te impedem a vista. Pois é. Saí dessa rota e parti para outra estrada. Ela é dura, mas é lisa e muito clara. Me permite ver o horizonte, e ele é lindo, cheio de luz, nuvens, azul.
Me encontro pequenininha no meio dessa estrada, sozinha. Com uma bagagem extremamente pesada, agarrada no peito, me lembrando todo dia o poder da dor. Meu desafio é percorrer todo esse chão a pé, com todo o peso, devagarinho ou correndo, não importa como. O importante é ter forças para enfrentar meu próprio peso.
Por isso algumas coisas precisam ficar no caminho, não dá pra levar conosco. Precisamos guardar coisas leves e lembranças boas, fáceis de carregar, se não, o seguir fica difícil demais.
Estou pronta para enfrentar essa nova estrada e tenho tanta fé que no percursso tudo vai dar certo, que só me vejo motivada em olhar para frente, para o céu e me encantar com a beleza do horizonte que me aguarda.
E quando conseguir chegar lá, aí terei forças para voltar tudo de novo só para levar comigo aqueles que estiverem precisando de ajuda, de apoio para carregar as pesadas "bagagens".
Também poderei ensiná-los, orientá-los a escolher o que fica e o que segue, o que pode ser e o que não os ajudará. E ficarei ainda mais feliz em poder trilhar por essa estrada junto de mais gente. E isso tudo deve acontecer na medida que Deus achar que é a hora. Mas com certeza, estarei, feliz, esperando.
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Terça-feira, Junho 17, 2008
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Aqueles que pretendem encontrar a alegria fora de si, facilmente encontram o vazio.
santo agostinho
Tem dias que nos sentimos inacabados. O semblante muda, o riso é fraco, a luz já não brilha tanto. No meu caso então, é inevitável o disfarce. Qualquer um percebe, qualquer um vê.
As horas demoram a passar quando você não está satisfeito com aquele momento. Os minutos perto de pessoas que você deseja estar junto, são rápidos, voam. E a sensação de ter deixado algo inacabado, é constante.
Tem dias que nem a beleza do sol consegue nos fazer sorrir. As vezes, brincadeiras tolas, comentários bobos conseguem chamar nossa atenção para dias como esses. E é tão bom perceber que existem aqueles que se preocupam...
Algumas pessoas entram em nossa vida por algum motivo. Aliás, não existe o acaso. Elas surgem com um propósito e se manifestará em nossas vidas em momentos que precisamos delas. E mesmo que permaneçam pouco tempo perto de nós, são capazes de transformar minutos de tristeza em constantes alegrias. Sensações de riso que permanecem dentro do coração mesmo quando saímos de perto.
Acredito que essas pessoas chegam para ficar, pra sempre. Mesmo que esse "pra sempre" aconteça em momentos exporádicos e breves, ao longo de uma vida inteira. São pessoas que torcemos por encontrá-las.
Dias desses eu estava assim, sem luz. Eu que sempre quis e fui motivadora de diversos sorrisos, me vi inacabada em mim. Sem fôlego, sem condições de ao menos sorrir.
É que existem alguns momentos que a vida nos bate de frente, sem dó nem perdão. E nessas andanças, há tombos que nos colocam tão caídos que fica extremamente difícil recomeçar.
Mas, quando a dor faz alvoroço, precisamos desbravar outros universos, aprender ser trovador. E aos poucos vamos nos transformando em um pouco dos outros, que acabam ficando em nós. E também deixamos neles um pouco do que somos.
Mas, quem sou eu para conseguir compreender esses mistérios da vida. Sofro as dores e o risos de outras graças, sempre sem conseguir entender. E assim, nessas misturas tão bonitas, de dores e alegrias, vamos seguindo, juntando os cacos que ficaram pelo chão e dispostos a continuar, sempre.
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Segunda-feira, Junho 09, 2008
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Não te preocupes tanto com o que acham de ti.
Quem geralmente acha, não achou nem sabe ver a beleza dos avessos que nem sempre tu revelas.
fábio de melo
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Quarta-feira, Maio 28, 2008
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Põe quanto és No mínimo que fazes.
fernando pessoa
Colocar o máximo que somos, naquilo que a gente faz. Essa frase não é extraordinária? Faz pouco tempo, lendo um livro de Fernando Pessoa, encontrei esse pensamento maravilhoso, que para mim é a melhor tradução de plenitude.
O mais bacana é que se formos parar para analisar, os tempos não têm contribuido para as pessoas se tornarem humanos, plenos de verdade. Hoje em dia, apesar de existir pessoas maravilhosas no mundo, extremamente bondosas e caridosas, ainda existem muitos que almejam o bem somente para elas. O egoismo e suas mazelas, estão presentes em todo lugar. As pessoas vivem querendo ser algo que não são de verdade.
É triste ver o quanto essas pessoas sofrem por não perceberem que estão deixando de ser elas mesmas, simplesmente por buscar ser algo que os outros escolheram para ela. Estou lendo um livro maravilhoso que traduz muito de tudo isso aqui que estou querendo dizer: uma pessoa só se torna plena quando é dona de sí, de verdade.
Quanta coisa a gente ainda não tomou posse e que está aqui dentro da gente? Resquícios no peito que vivem esperando que tomemos conta de nossa vida e paremos de nos preocupar com a vida alheia? Ser pleno é sabermos lidar com as emoções mais particulares. É evitar dizer sim onde deveríamos dizer não.
Quando dizemos quem somos, também dizemos quem não somos. Sendo assim, tomamos posse do nosso território, somos nós mesmos. Não somos nós quando deixamos pessoas invadirem nosso "terreno". Esses instrusos, que muitas vezes se manifestam como "amigos", entram sem bater, mandam, desmandam e depois vão embora. As vezes, até mesmo levando um "bocadinho" da gente.
Quando somos donos de nós, conseguimos delimitar nosso território, não abrimos mão de cuidar do que é nosso, de cuidar dos valores que adquirimos. Hoje em dia, é comum as pessoas não conseguirem tomar conta delas mesmas. As pessoas usam máscaras, fingem ser o que não é para satisfazerem os outros. Aliás, elas nem se importam em refletir sobre isso.
Mas tomar posse do que se é dá muito trabalho, não é fácil. Por isso, normalmente, por mais que a consciência dá sinal de alerta, as pessoas preferem fugir dessa responsabilidde. Porque para ser pessoa de verdade é preciso investigar o território humano, saber porque aquela raiva foi tão violenta ou porque existem partes desse território que a gente não suporta sentir ou perceber.
Enquanto vivermos haverá partes em nós que precisaremos tomar posse. Quando sabemos que nos amamos? Quando temos, nó mínimo, uma certa disciplina. Tomar posse daquilo que se é, é investigação constante para que você não morra com seus valores engavetados, esquecidos, largados.
A pletinute acontece quando uma pessoa é dona de sí e também se disponibiliza aos outros porque ser pessoa é descobrir, cultivar, para que outros sejam beneficiados com aquilo que eu sou.
Se pararmos para nos avaliar, verdadeiramente, podemos refletir em divagações que levarão a respostas importantes para nos conhecermos. Quantas marcas negativas não estão em nós? Isso normalmente acontece justamente porque as pessoas não se possuem, não se conhecem.
As vezes somos invadidos, tomados, sequestrados e a invasão é tão rápida que ela pode vir com a força de uma simples palavra, ou de um olhar. Quando não nos possuímos, temos dificuldade de ser para o outro. E quando somos para o outro sem nos possuir, corremos o risco de nos machucar e ferir o outro.
Quantas vezes deixamos de ser pessos porque ficamos preocupados com o que os outros estão dizendo de nós? As agressivas mensagens vão nos chegando meio que por osmose, mas chegam assim: "seja artificial", "cuide da vida do outro", "diverte-se com a vida dos outros", "alegre-se com a tristeza do outro", "tenha prazer com os prazeres dos outros..."
Com o tempo, tropeços e tristezas, começamos a perceber que só quem espera sabe conquistar. As pessoas que fazem diferença na vida da gente são aquelas que nos conquistaram e onde é que mora a conquista? Na capacidade de olhar o outro e de permitir que ele seja ele, e de interferir na vida dele para que ele possa crescer com a nossa presença, e com o nosso jeito de ser na vida dele.
O milagre mais bonito da existência que podemos realizar na vida do outro é o amor. Não é fantástico quando olhamos para alguém que nos ama e perceber que ela extrai de nós a nossa melhor parte? Não falo de amor de paixão, anamorados, nada disso. De amor de verdade, do bem na sua mais bela manifestação.
Aliás, como está a nossa capacidade de amar? Será que não temos buscando nos outros o que nos falta? Precisamos dispor de nós mesmos e estar livres para sermos alguém importante para os outros. Porque se formos parar para analisar mais uma vez, o que é que temos feito nessa vida que não seja o que todo mundo faz? Temos sido realmente importante para alguém? Confesso que credito, de verdade, que esse é o principal objetivo de estarmos neste planeta.
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Quarta-feira, Maio 07, 2008
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O segredo da existência humana consiste não só em viver, mas ainda em encontrar um motivo para viver.
dostoievski
Dias nesses, num encontro de um grupo de voluntários que faço parte, pudemos vivenciar fortes emoções. Talvez nem para todos, mas para eu - que me considero super emotiva - foi bem sensibilizador.
O objetivo de encontro foi o de poder proprocionar um encontro com os antigos voluntários do grupo e também poder rever aqueles que não encontramos em todas as atividades. Jovens e velhos compartilhando um pouquinho do que sabem, do que já puderam experiementar no nosso belo trabalho além de escutarmos palavras motivadoras para continuar com nossa meta.
Como em todos esses encontros, um convidado especial sempre nos ministra uma palestra - ou um bate papo - sobre temas específicos em que possamos refletir e compartilhar mais um pouquinho de nossas emoções e sentimentos, principalmente pelo fato do trabalho desenvolvido pelo grupo estar diretamente ligado ao relacionamento com as pessoas.
Mas foi bem bacana e gostoso. No final, como de praxe, comes e bebes para um momento de confraternização. Até parabéns para os aniversariantes do mês rolou. Apesar do encontro ter sido em abril, ainda comemoramos os felizardos do mês anterior e eu estava no "bolo" - literalmente (se é que vocês me entendem, hehehe).
Bom... mas escrevi tudo isso para dizer que vou deixar aqui registrada a bela mensagem que lemos durante a reunião. Além de linda, nos faz refletir um pouco sobre como estamos deixando o rumo de nossas vidas tomar. Eu fiquei feliz por perceber que bastante das coisas lá escritas, eu já faço com muita naturalidade. Sendo assim, considero-me uma pessoa bastanta feliz, graças a Deus! E você? Dá uma olhadinha no texto:
Seja Feliz
Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça que sua vida é a maior empresa do mundo. Só você pode evitar que ela vá à falência.
Gostaria que você lembrasse de que ser feliz não é ter o céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem decepções.
Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo e amor nos desencontros...
Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender as lições no fracasso. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar para dentro de seu próprio ser...
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar o autor do própria história. É ser grato a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem pra ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. É beijar os filhos, curtir os pais e ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles o magoem...
Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós. É ter maturidade para falar "eu errei". É ter ousadia para dizer "me perdoe". É ter sensibilidade para expressar "eu preciso de você". É ter capacidade de dizer "eu te amo"...
Que nas suas primaveras você seja amante da alegria. Que nos seus invernos você seja amigo da sabedoria. E, quando você errar o caminho, recomece tudo de novo. Pois, assim você será cada vez mais apaixonado pela vida. E descobrirá que...
Ser feliz não é ter uma vida perfeita. Mas, é usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Usar as perdas para refinar a paciência. usar as falhas para esculpir a serenidade. Usar a dor para lapidar o prazer. Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.
Jamais desista de si mesmo. Jamais desista das pessoas que você ama. Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível. E você é um ser humano especial!
(Autor Desconhecido)
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Segunda-feira, Abril 28, 2008
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O orgulho dos poetas não passa de defesa; a dúvida atormenta até mesmo os melhores; eles necessitam de nosso testemunho para não se desesperarem.
françois mauriac
Pra começar esse post, que com um certo desânimo "posto", dias sem passar por este blog, tirei as áspas dos versos. Acho que fica melhor assim. Não acho mais necessário já que todos que passam por aqui já perceberam que essas frases em negritos nunca são minhas, e sim de autores especificados logo em seguida das mesmas.
Pois então. Hoje eu quero falar de poesia. Acho que é a segunda arte que me atrai depois da música. É, desde muito novinha eu já me via perdida em meios aos livros dos poetas mais loucos. Alguns deles eu fui atrás de perceber que na biografia de alguns eram citados nomes como Willan Blake, ou Jack Kerouack que nem é tão poeta assim, mas um escritor muito polêmico, o famoso precurssor da "geração beat".
É, eu gostava de ler tudo que era poesia. Nem sabia quem era o cara, bastata estar escrito em versinhos ou simplesmente apresentando uma rima que já me atraía os olhos. Era capaz de perder horas lendo livros empueirados, com páginas amarelas e nomes de autores que nunca ninguém havia comentado para mim um dia. Mas como tudo se perde na vida, o tempo foi tomando um pouco do meu amor pelas letras e hoje confesso que nunca mais escrevi como antes escrevia.
É, eu escrevia poemas, acredita? Tenho uns montes guardados à sete chaves, para ninguém ver, só eu. Para que adianta então né? Sei-lá, talvez para um dia eu mostrar para meus netos ou para alguém interessado em ler poeminhas de amor, solidão, loucuras, desejos, sensações, e outros momentos vivenciados por mim no início da "aborrecência", quando me sentia a mais dark de todas as meninas da minha idade.
Hoje em dia, confesso que nem sou mais fã de roupa preta. Nada contra quem gosta, mas prefiro um verde ou azul. Sei-lá... a época dark não me trazem boas lembranças e desde que passei a usar roupas mais coloridas, até minhas poesias mudaram o teor. Mas, dias esses, passando pelo Bosque Central - é aquele mesmo infestado de coco de pombas - vi um cara vendendo poesias, como há muito não via antes.
Em Curitiba isso é muito comum. Sempre tem um doido por lá vendendo seus escritos e pedindo a nossa colaboração pela sua arte. Eu acho isso o máximo, por isso sempre compro. Acho que os caras devem fazer isso mesmo, ir a luta, pedir ajuda para tentar fazer com que seu trabalho dê certo.
Com o nome "En passant", o folhetinho do poeta apresenta cinco poesias, bem legais por sinal. A verdade é que como não sou crítica, nem a melhor das leitoras, nem muito menos sei explicar qual poema é melhor que o outro - se o que tem riminha ou se o que condiz com algum sentido - para mim, toda poesia é bela. Acho que só pelo fato do cara parar para escrever poema e pensar em transmitir seu poema à terceiros, já faz com que eu goste de todo tipo de poesia.
Um dos escritos do autor começa assim: "Era meio dia, e um homem vendia, na Avenida Paulista, poesia. O sol ardia, no meio dia, e aquele homem vendia na Paulista, poesia". Bonitinho né? Gostei. Bom... para quem quiser conhecer as poesias do cara, tem o contato dele no folhetinho e segundo ele me disse no dia que eu "colaborei" com a sua arte, ele estaria prestes a lançar um livro. O contato dele é pelo email: icarusdei@hotmail.com, e eu vou deixar um poema inteiro aqui para a apreciação de vocês:
En Passant
A vida é a arte
de caminhar sem preocupações
de um instante para o outro
o mistério da transição
passam todas as coisas
milésimos de segundos
separam
o começo do fim
tudo parece oscilar
o mundo está sempre fugindo
tudo escapa pelo vão dos dedos
A vida é mudança
de um instante para...
segredos, evolução
de um instante...
gritos contidos, mutção
de um... (en passant).
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Domingo, Abril 13, 2008
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Há música em mim
Quando acordo cedo
A música em mim
Finge não ter medo
Há música em mim
Quando dói o dente
A música em mim
Age normalmente.
fred martins
Juro que às vezes não me acho normal. A primeira coisa que penso em fazer ao acordar, é escutar música. Nem me espreguiçar direito ou lavar o rosto eu faço. Nada. Tudo o que penso é em escutar música.
Mas o dia de hoje foi gostoso. Dormi como há dias não dormia. Acordei perto do meio-dia, com o corpo todo doendo, de tanto ficar deitada. A verdade é que eu adoro acordar cedo, mas tem vezes que a gente precisa extrapolar um pouco. Principalmente naqueles dias que não temos compromisso marcado, hora certa pra chegar, algo assim.
Então acordei tarde, cheia de preguiça e fome. Mesmo assim fiz o que meu coração manda. Liguei o computador e conectei o site da Rádio Eldorado de São Paulo. Fazia tempo que uma pessoa havia comentado para mim dessa rádio e eu sempre esquecia de acessá-la. Nossa, a rádio é muito boa.
Lá toca de tudo e tudo muito bom. Quem quiser conhecer entra lá: www.radioeldoradofm.com.br. E olha que a rádio existe há 50 anos heim. O bacana é que apesar de ser FM, rola uma programação bem diversificada e bastante noticiário entre as músicas. O que não é muito comum nas FMs de hoje em dia.
Mas é muito bom acordar cedo (ou melhor, tarde) sem ter que cumprir horário, fazendo tudo na lentidão do seu corpo que ainda está acordando, de acordo com os seus movimentos. Na verdade eu nem conseguia ficar mais na cama porque eu realmente estava com o corpo doendo, então fui curtindo o som no balanço das atividades normais de quem acaba de acordar: banho, escovar os dentes, etc.
As manhãs de domingo costumam ser diferentes para mim. Sempre lembro de quando ainda era pequena que era dia de ir na missa. Antes de chegar na igreja, uma passadinha na feira era tradicional. E sempre acabava chegando atrasada, me deparando com o salão lotado. Daí não conseguia lugar para sentar e ainda ficava brava, com vontade de ir embora.
Hoje em dia, os domingos tem sido uma correria só. Quase nunca estou com o dia liberado, sem ter nada o que fazer, e isso as vezes me cansa. Tá, é verdade que eu sempre procuro "sarna pra me coçar", mas há momentos que precisamos descansar um pouco. Fazer assim como fiz hoje, acordar só quando não aguentar mais manter os olhos fechados.
A verdade é que eu acho um desperdício acordar tarde em pleno domingo. Para mim, aos domingos, o sol parece brilhar mais forte, mais bonito. As ruas levam brisas fresquinhas, sem movimentação de carros, sem poluição de escapamentos. Para mim, domingo é dia de sentar na grama fresca, passear com o bicho de estimação, fazer pique-nique ou visitar alguém num hospital, num asilo, algo assim.
Tenho estado tão atribulada com coisas minhas que há tempos não faço nenhuma dessas atividades que acabei de citar. E já tenho me sentido chateada por isso. Próximo domingo que eu estiver a toa, vou escolher uma dessas da lista e acordar bem cedinho, ao invés de ficar com o corpo doendo de tanto dormir.
É.. até que foi bom porque me sinto revigorada. Estava precisando dormir assim, extrapolar as horas, olhar no celular e levar um susto quando ver que já são 11h30. Mas tudo o que é demais também não é bom, não é verdade?
Por isso acho que não sou tão normal em relação ao meu desejo pela música. Acordar ao som de uma música qualquer de Caetano ou um balançar um pouco mais forte de Zélia Duncan é super legal. Cito o nome deles porque foi o que escutei hoje cedo, mas adoro muitos outros cantores, muitas outras bandas ou grupos. A gente fica com a música na cabeça o dia todo, cantarolando, até arrumar outra coisa pra pensar.
Acho que enquanto eu existir, músicas me rodearão, por toda parte em que estiver. E se alguém que goste de mim não gostar de música, acaba gostando, de tanto escutar eu cantarolando ou pelo menos passa a conhecer um pouquinho de alguma coisa sobre música, meio que por osmose, até que fique com raiva de mim ou da música.
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Terça-feira, Abril 08, 2008
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"Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho"
clarice lispector
Faz tempo já, eu estava passando ali perto do Sesc da Fernando de Noronha e avistei uma fila de "fuquinhas" que me chamou a atenção. O carrinho que lembra um "besourão" é realmente fofo não é mesmo? Achei o maior barato eles estarem assim, coincidentemente enfileirados. Então não resisti e fotografei.
Eu só não fotogrado outras coisas suuuuuper legais na rua porque tenho medo de andar por aí com a máquina. Justamente eu, que ando a pé pela cidade toda, acabo flagrando cenas super legais, mas que não dá pra registrar.
E quando eu tenho algum compromisso em algum lugar láááá longe, sempre tem alguém que me pergunta: "Por que você ainda não tem um carro?" Sinceramente, nem eu sei, mas confesso que curto dirigir.
A verdade é que tenho tantos sonhos mais importantes, materiais ou não, que eles ocupam muito mais a minha mente do que a possibilidade de comprar um carro. Tá, eu sei que é hoje em dia é uma necessidade - mesmo havendo aquelas pessoas afrescalhadas que ainda insistem em comprar grandes veículos só para exibir às menininhas afobadas por um passeio noturno.
Eu confesso que se eu tivesse um "fuca" acharia o máximo. Mas é que eu sou tão sossegada quando a isso, que nem me importo de andar a pé. Quando a gente caminha pelas ruas da cidade, acontece tanta coisa bacana em nossa volta. A gente encontra pessoas que há tempos não vemos, ajudamos alguém que quer atravessar a rua ou até mesmo carregar alguma coisa pesada, avista uns bichinhos - gatos ou cachorros que as vezes famintos a gente consegue ajudar.
O máximo de andar pelas ruas também é poder encontrar cenas assim, inusitadas, engraçadas, bonitas. Eu não posso ver uma flôr ou uma planta qualquer um pouco diferente ou chamativa demais que logo paro para ficar admirando.
Mas a vida motorizada hoje em dia deve ser muito difícil. Só para atravessar a rua a gente já se estressa, imagina para o povo que dirige o dia todo pelas ruas da cidade? NOssa, deve ser bem estressante mesmo.
Eu sou a famosa "dominguera". Não que eu goste de dirigir só aos domingos, mas gosto de dirigir a passeio. Sabe quando você pega o carro e sai por aí, só para curtir o passeio? Pois é. Acho que quando eu comprar um carro vou ter que me concentrar muito porque qualquer coisa legal que eu aviste na rua, pararei para admirar, e então, esquecerei de avistar as coisas mais importantes como um sinal vermelho ou um cãozinho atravessando minha frente.
Esses dias quase fui atropelada escutando meu MP3. Tá certo, mais uma vez eu não estava prestando atenção. Confesso que fiquei muito brava com a "buzinada" que eu levei na orelha. Mas se eu fosse o motorista faria o mesmo. Eu realmente estava muito desatenta.
Mas imagina eu num fuquinha? Hum... ia ser muito legal. Ainda mais se ele fosse amarelo. Acho que preciso rever meus sonhos e prioridades. Afinal de contar um fuquinha não deve ser tão caro assim não é mesmo? O problema é que, reza a lenda, que o fusca tem alguns sérios problemas, entre eles: quando o carro se envolve num acidente, a porta abre com facilidade. Isso significa que se por um motivo estúpido qualquer eu ter deixado de colocar cinto de segurança posso ser arremessada para fora do carro.
Outro problema é que ele é um dos carros mais fáceis de ser roubado. Tá, mas quem é que vai quere um fuquinha? Ixiiiii, mas tem heim... Outra coisa é que ele parece um ovo e eu confesso que balisa não é comigo. Imagina eu tentando estacionar um carro desse? Como saberia se a ponta (?) do carro está de acordo com o meio-fio ou perto do carro de trás? Ou da frente?
Acho que vou continuar apreciando o fusquinha assim, de longe. Mas que ele é um carrinho que eu acho "fofo", isso é. Um dia quem sabe eu providencio um daqueles modelos novos sabe? É, daqueles beeeem caros... (rs...) Nossa... daí eu acho que já estou sonhando demais.
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Sexta-feira, Abril 04, 2008
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"Errar não é humano, depende de quem erra, esperamos pela vida, vivendo só de guerra"
múmias - biquini cavadão
Mesmo antes de existir esses malditos MP3s, eu já era viciada em música. Andava pelas ruas da cidade com meu cabelão estilo "black power" (ou talvez mais para cantoras como a Gal ou Bethânia) com aqueles fones de ouvido grandões, que no fundo eu tinha vergonha, mas que não conseguia largar.
O famoso walk-man da época, era pretinho, a cor que eu mais gostava e que mais marcava presença no meu guarda-roupa. Eu me sintia uma menina má, má mesmo! Só queria escutar rock and roll de verdade, "das antigas", não valia ser nenhuma música que tivesse sido feita a partir da década que nasci. Eu me sentia uma rebelde. Rebelde sem causa, é lógico.
Mas a verdade é que a música sempre esteve presente na minha vida. Atualmente ela marca presença de forma mais equilibrada, sem exageros. Antes, eu vivia, respirava, almoçava, dormia música. Hoje, não. Hoje ela me acompanha, por meio do meu MP3 lilás - made in japan - quando circulo pela cidade na correria do dia-a-dia.
No fundo, no fundo, sei que eu curto andar com esses fones de ouvido "pra-lá-e-pra-cá" porque eles me fazem sentir mais a vontade na hora que eu fico cantarolando. Dessa forma, quem me ver balbuciando por aí, pelas ruas da cidade, além de não conseguir me chamar (porque eu não vou ouvir) vai saber que é porque estou reproduzindo o som que escuto. Se eu não estiver com eles, cantarei do mesmo jeito, só que sozinha, consequentemente, ficarei tímida diante dos transeuntes que passarem por mim.
Mas a verdade é que hoje eu estava escutando uma das milhares de músicas nacionais que eu curto, qundo chegou a vez de uma do Biquini Cavadão. O nome da letra - "Múmias" - me fez pensar em várias coisas que tenho divagado nos últimos dias. Nossa... as vezes os seres humanos não passam de múmias, não é mesmo? É, e eu me enquadro nisso.
Acorda, levanta, trabalha, estuda, dorme. Acorda, levanta, trabalha, estuda, dorme. Quer dizer. Não que pareça uma múmia no sentido literal da palavra, mas no sentido "abestado" da coisa. A letra diz: "Bem aventurados sejam aqueles que amam essa desordem, Nós viemos a reboque, este mundo é um grande choque, Mas, não somos desse mundo, De cidades em torrentes, De pessoas em correntes".
O que eu acho bacana é quando nós, seres imperfeitos, "abestados" por assim dizer, que possuem uma porcentagem limitada de uso do cérebro, passa a raciocinar e almeja por mudança. Aííííí sim.
Tá, eu sei que é foda. É tudo muito difícil mesmo. Tem gente que não sabe nem por onde começar as mudanças. Mas viemos e voltamos... chega um dia que sentimos necessidade de sair da inércia, não é mesmo?
Pois então. Hoje, escutando essa música, fiquei de certa forma, feliz. Feliz porque tenho acompanhado progressos, pessoas que buscam realizações, querem mais, não têm se contentado com pouco. Pessoas que já se cansaram de sofrer, de se lamentar e que agora está deixando o sarcófago.
Elas estão em busca da luz do sol, do brilho das estrelas, do sorriso da criança, da alegria dos amigos, dos verdadeiros prazeres da vida. Eu fico ainda mais feliz em poder compartilhar e compactuar com essas mudanças. Na verdade, mais que isso, sinto-me de certa forma, até mesmo orgulhosa em poder partilhar dessa transformação. Parece que observo uma pequenina flor disputando espaço com uma rocha sólida e resistente.
Mas o que me chama ainda mais a atenção é perceber que as forças surgem da necessidade de sair dessa "guerra" que vivemos em nosso mundo mesquinho. Que muito mais que depender da vontade do indivíduo, a mudança surge quando há união de forças, partilha - das dores e das alegrias. E sendo assim, o caminho para a emancipação se revela, diante dos olhos famintos por felicidade. E eu confesso aqui, de coração aberto, que é lindo perceber a paz no coração dos que um dia foram aflitos.
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Terça-feira, Abril 01, 2008
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"Só podemos vencer o adversário com o amor, nunca com o ódio".
gandhi
Semana passada fui para Centenário do Sul cobrir uma manifestação em protesto contra a falta de segurança na cidade. Confesso que fui com uma "pulga atrás da orelha", achando que o evento não fosse dar muito ibope. Chegando lá, o que vi foi outra coisa completamente diferente.
O ser humano é tão acostumado com a canalhice de outros seres humanos, que quando encontramos pessoas honestas, dispostas, verdadeiras e com causas justas, dando a cara para bater para reinvindicar seus direitos, logo pensamos que existe um desejo de uma recompensa.
Quando vi aquelas cerca de 200 pessoas, entre estudantes, moradores em geral e principalmente comerciantes (que inclusive fecharam a porta de seus estabelecimentos para participar do ato) reunidas num só propósito... veio então na minha cabeça: "Ai ai... qual será o candidato que está por trás disso tudo?"
Mas, a agradável supresa foi quando encontrei pessoas dispostas, a fim de fazer a mudança acontecer. Padres, evangélicos e até mesmo aqueles que nem são tão ligados à religião alguma, todos juntos, para levantar uma só bandeira: combater a violência e advertir os jovens quanto a importância da vida e o "não às drogas".
Foi bem bacana ver tanta gente nova num só ato. Até mesmo caixões foram usados para chamar a atenção de quem passava. A pequena cidade parou e os moradores fizeram questão de revelar a indgnaçã quanto a violência, que para eles é vista de uma forma completamente diferente da nossa (quando digo nossa, falo sobre nós, moradores de cidades grandes como Londrina ou outras do mesmo porte).
Para eles, o furto e o roubo já são o extremo da violência. Presenciar bandidos roubando o fruto do trabalho de uma família, é inadimissível. Confesso que admirei o pensamento deles e percebi o quanto nós somos relaxados e acabamos nos acomodando com a criminalidade. Deixamos ela acontecer, assim, como se não fosse nada de tão horrível.
A cidade que nem tem homicídio conseguiu reunir mais de 200 pessoas num protesto super articulado e bem organizado e nós aqui de Londrina não somos capazes de clamar pelas vidas que se perdem quase todos os dias. Os números estão aí para provar que a crueldade dos bandidos está cada vez mais aflorada e nós estamos sentados nos nossos confortáveis sofás, em casa, assistindo uma futilidade qualquer na TV.
Fiquei feliz com o protesto. Fiquei feliz em ver tantos jovens, cartazes pedindo paz, meninos do Grupo de Escoteiros, estudantes especiais da APAE, adolescentes com violão cantando músicas com letras que transmitiam a importância de seguir uma vida com valores.
Apesar do sol forte, dos quase dois quilômetros andando a pé no meio do tumulto e da pressa do dia, me alegro em perceber que ainda existem ações assim, pensadas com o objetivo de propagar a paz de verdade, na sua essência. Ações que querem servir como uma prevenção às desgraças que podem vir a acontecer caso ninguém faça nada de diferente agora. Eu tento fazer a minha pequenina parte todos os dias para tentar propagar o amor e a solidariedade no coração de quem passa por mim.
Quem sabe assim a gente pode conseguir, mesmo que bem devagarinho, mudar as atitudes de muitas pessoas. Até mesmo aquelas que são vistas como "fora de qualquer suspeita" mas que pensa em cometer algum delito - por menor que ele seja, indo da corrupção, a omissão ou até mesmo um assassinato. Eu quero fazer a diferença e conseguir mudar, e você?
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Sexta-feira, Março 28, 2008
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"Não temas, porque eu sou contigo. Não te assombres porque eu sou teu Deus. Eu te fortaleço e te ajudo e te sustento com minha destra fiel" isaias, 41:10
Logo eu, que vivo recriminando quem ganha um "jabá" depois, antes ou enquanto faz uma matéria, acabei ganhando um. É, foi uma cesta de café da manhã, com guloseimas e tudo mais. Além de vir numa linda bandeijinha - o que vai acabar sendo bastante útil para mim - veio também um lindo vasinho de flores amarelas.
Nossa, até parece que o cara adivinhou, flores amarelas! Eu adoro essa cor. Mas enfim, o que acontece é que eu fiquei meio sem reação. Pra começar, o presente ficou a manhã inteira esperando por mim, com aquele monte de salaminhos, presuntinhos e queijinhos prestes a querer estragar ao ficar por várias horas fora da geladeira.
Quando cheguei e vi aquele pacotão esperando por mim, muitos estavam mais curiosos que eu para saber de quem era. Será um admirador secreto? Será um pedido de noivado? Casamento? Que nada, foi apenas um entrevistado agradecido por uma matéria em que escrevi sobre a vida dele.
Tudo começou por uma simples cena. É, aquelas fotinhas que saem no jornal com uma imagem legal e uma frasinha ou pensamento bacana. Na frente do estabelecimento comercial dele, havia um pedaço de pão afixado no portão colocado ali para alimentar os pássaros que ficam zanzando por lá. Num dia qualquer que passamos lá na frente, pedi para o fotógrafo registrar a imagem da pombinha esfomeada comendo as migalhas do pão.
O pensamento escrito bateu certinho com a realidade de vida daquele homem. Sem saber que repercurtiria tanto, ele ligou de volta para mim agradecendo e comentou sobre a transformação que havia passado em sua vida.
Depois de conviver 30 anos com o álcool, vivendo na rua, passando fome e frio, fazia cerca de seis anos que ele levava uma vida digna, cheia de conquistas e muito mais que isso: ele dedica parte de suas horas livres ajudando quem precisa.
É, não é lorota não. O cara vai no supermercado, faz uma considerável compra e leva para quem acha que precisa. E normalmente dá certo. Ele sempre acaba batendo na porta da casa de algum miserável que passa muito necessidade. Sem contar com as palavras de ajuda e conforto que ele dá para drogados, bêbados que passam por sua casa quase toda semana em busca de ajuda pou algo para comer.
Talvez emocionado em ver sua história relatada num jornal, o homem resolveu me presentear. E eu fiquei super sem graça. Mesmo assim, liguei de volta agradecendo. E ele enfatizou com todas as letras: "Que bom que gostou! Mas não esquece de ler a passagem bíblica que eu mandei anotado no cartãozinho, tá!"
Mais que a cesta, as guloseimas e até mesmo o lindo vasinho de flores que vou poder manter por bastante tempo plantado aqui em casa, o que mais me valeu a pena, realmente foi a mensagem e o "Deus te abençoe" que ele desejou com tanta força no coração ao desligar o telefone.
Quando passamos por dias agitados, momentos tumultuosos, sensações de estresses e não paramos para acreditar na vida, deixamos de sonhar. Quando percebemos a centelha de Deus nas pequenas coisas ou gestos das pessoas, nos transformamos em pessoas plenas e felizes.
Confesso que fui correndo abrir uma Bíblia para ler o que dizia a passagem. A passagem no livro de Isaías pareceu soar nos meus ouvidos por meio de uma linda voz quando comecei a ler. Apesar de não compreender no imediato momento e não conseguir consiliar a mensagem com meu momento de vida, consegui refletir a informação depois, lá dentro do meu coração.
E mesmo sabendo que eu já tenho uma certa "intimidade" com o Cara lá de cima, me senti feliz em saber que Ele gosta de falar comigo por meio das pessoas. E hoje, mas atenta, percebo a importância de vivenciar de verdade as suas palavras, e como Ele mesmo diz: Confiar! Porque ele me ajuda, me sustenta e me fortalece, sempre...
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Terça-feira, Março 25, 2008
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"Juntos nós podemos proteger a natureza que é o lugar onde nossa gente aprendeu a viver, a criar os filhos e a desenvolver suas capacidades, dentro de um pensamento harmonioso com a natureza, com o meio ambiente e com os seres que habitam aqui."
chico mendes
Hoje eu plantei a minha primeira árvore. É, sei que é vergonhoso. Uma pessoa com 27 anos de idade nas costas nunca ter plantado uma arvorezinha se quer. Para não dizer que eu nunca plantei, nos lendários tempos de escola, eu plantei aqueles pézinhos de feijão, sabe? Então. Mas foi o máximo que fiz até hoje. Nem um livro escrevi, muito menos fiz um filho.
Mas a partir de hoje eu já posso até morrer. Plantei uma árvore! Ela é linda! Aliás, estava quase morrendo. A coitada estava plantada numa garrafa PET há mais de quatro meses. É uma Paineira, cheia de "espiinhos" e com as folhinhas diferentes, que mais parecem um pé de maconha.
Caminhei com ela sob o sol forte a pé até a chácara da minha professora, onde hoje é seu novo lar. Durante o percursso a coitadinha enfrentou fortes rajadas de vento. Ela ia pra lá, depois ia pra cá, com suas folhinhas já amareladas clamando por um pouco de água.
Eu juro que achei que ela não fosse resistir. Mas, apesar de tudo, ela já apresentava um caule bem forte, resistente, super legal. Acho que foi essa a base que permitiu o poder de sua resistência.
Mas, o mais interessante disso tudo, foi que o gosto por Paineiras aconteceu assim, do nada na minha vida. A primeira vez que eu vi uma árvore dessa foi numa tarde ensolarada na Avenida Leste-Oeste. Eu olhei para cima e vi uma árvore meio doidona, toda "destrambelhada", enorme e com um monte de "montinho" branco pendurado nos galhos, como se fosse algodão.
Olhei aquilo e pensei na minha gigantesca ignorância: Meu Deus! Será que eu estou louca? O algodão não cresce naquelas arvorezinhas de pequeno porte? Que ficam no máximo na minha altura? O que é isso então? Fiquei curiosíssima.
Mas enfim... Depois desse episódio eu fiquei sabendo pela minha mãe que a Paineira sempre foi a árvore preferida do meu pai. Ele não podia ver uma Paineira quando era jovem que ficava sonhando com o dia que poderia ter um pedacinho de terra para plantar várias delas.
Há poucos meses atrás, numa viagem para Buenos Aires, me deparei com um monte de Paineiras plantadas no centro da capital portenha. Os argentinos curtem a tal da árvore mesmo! E eu adorei aquilo! Tirei várias fotos e tudo mais.
Outra coisa que me fez apaixonar por essa árvore foi pelo fato de que ela é grandiosa - chega até 20 metros de altura-, é nativa das florestas brasileiras e que quando ela está na época de frutificação, pode deixar o chão como um tapete branco cheio de painas. Aliás, fiquei sabendo que na cidade de Mogi Mirim (SP) tem Paineiras Rosas!
Bom... como disse o tiozinho que me ajudou a plantá-la, devo ver uma cena dessa da minha árvore só daqui uns dez anos. Enquanto isso... vou ter um motivo a mais para visitar a minha professora e ver ela crescendo devagarinho, até o dia que eu criarei vergonha na cara e pelo menos tentarei também escrever um livro.
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Segunda-feira, Março 24, 2008
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Para ti Áries, dou a primeira semente, para que tenhas a honra de plantá-la. Não terás tempo de ver a semente crescer, pois tudo o que plantares criará cada vez mais e mais para ser plantado. Tua vida é ação, e a única ação que te atribuo é a de dar o passo inicial para tornar os homens conscientes da Minha criação. Por esse trabalho, Eu te concedo a virtude do respeito por ti mesmo.
"EU SOU" - "EU POSSO"
Marcado pelo entusiasmo, envolvimento e auto-afirmação, Áries é um signo que proporciona um bom ambiente para o Sol - associado à disposição em expor-se e correr riscos - que, dessa forma, está exaltado, neste trecho do zodíaco.
Este é um signo masculino, o que significa que a predominância familiar fica por conta dos homens. Pode-se supor que, na época do nascimento dos que pertencem a Áries havia uma expectativa muito grande para que a criança que era esperada fosse do sexo masculino.
Desse modo, independente do fato de ter sido menino ou menina, essa criança acabou sendo criada para ser uma pessoa de caráter mais masculino no que diz respeito à competitividade e ao dinamismo, duas características sempre mais ligadas ao homem, em nossa cultura.
Assim, não é de se estranhar que as mulheres de Áries não admitem serem vistas como preconceito que normalmente a sociedade ainda envolve o sexo feminino. Elas lutam para superar esta postura e se tornarem vencedoras num mundo masculino.
É também um signo que embarca super fácil nas ondas estonteantes da paixão. Uma incontrolável atração poderá entusiasmar este nativo com maior rapidez do que a tranqüilidade de um amor cultivado com paciência e dedicação. O lance de Áries é se jogar de cabeça em grandes emoções.
Combatente, impetuoso e forte, representa o desejo de afirmação, a energia masculina, o impulso, o nascimento, o início, o despertar, o primeiro passo, a semente abrindo seu caminho no solo de qualquer jeito para conseguir despontar e ter seu lugar ao Sol.
O impulso direto e o combate, se preciso usando a força, a audácia, ou o entusiasmo para ir em frente. A iniciativa, a compulsão para agir, ainda que seja para provar-se.
É, também, o porta-voz das necessidades da humanidade, que exige da sociedade os privilégios a que tem direito. É aquele que desconhece o perigo e se entedia com as pessoas desanimadoras.
Áries, portanto, é Ser. O indivíduo em busca de sua auto-afirmação. O eu. Luta para crescer e mesmo sendo frágil ou sentindo medo, continua em frente. Tem uma grande energia e se cansa rapidamente das coisas e das pessoas desanimadoras.
Costuma enfrentar desafios sem se importar com as conseqüências, é famoso por sua predisposição às competições. É o signo pioneiro, o desbravador, o dono do primeiro impulso. Sua preocupação é tomar as iniciativas.
É o signo da atividade, o ariano é corajoso, dinâmico e precipitado. Age por impulso e tem facilidade para iniciar as coisas, é franco e não gosta de ser contrariado. Seu dinamismo é invejável. Mas pode ser agressivo na hora errada e com a pessoa errada.
Em vidas passadas, a pessoa possivelmente abusou da agressividade contra os outros para se auto-afirmar. Na vida atual, porém, terá de lutar para construir sua individualidade. Uma tarefa que só conseguirá realizar depois de superar seu medo de ser agredido ou ridicularizado pelas outras pessoas.
Personificação: Signo animal, as coisas brutas da vida, os botões se abrindo, os brotos saindo da Terra e o cio dos animais. Os homens, os soldados, os atletas, os guerreiros, as profissões masculinas em geral. Representa também as ondas das águas. Água jorrando de uma fonte, nariz e sobrancelhas do carneiro, ou a crista de uma onda.
Aparência: Forte constituição física. Com charme quase que agressivo, provocante.
Animal: Grandes carnívoros, lobo, águia e aves de presa.
Profissão: aeromoça, publicitário, bombeiro, dentista, esportista e atletas, artesão, metalúrgico, militar, açougueiro, advogado, guia turístico, professor de educação física, metroviário, ferroviário, motorista, policial, piloto, diplomata, soldado.
Planeta: Marte, que é o deus da guerra na mitologia grega, que lhe dá a força de que precisa para enfrentar e vencer todos os desafios.
Qualidade: Cardeal, aquele que dá início as coisas, radiante.
Elemento: Fogo.
Estação: O início da primavera.
Dia: Terça-feira
Cor: Vermelho vivo, escarlate, vinho, tons de vermelho.
Mineral: Rubi, jaspe vermelho, granada, ágata, diamante.
Metal: Ferro.
Chakra: O 1º e o 2º.
Aroma: Almíscar, sândalo, ópiun, hortelã, alfazema.
Plano de Vida: Espiritual.
Áries com Ascendente em Áries: Ser duas vezes significa duplicar, tanto as qualidades como os defeitos, mas torna o ariano muito mais ativo.
Resumindo: Além de ser duas vezes ariana, tenho que engolir o orgulho e confessar que esse negócio de signos as vezes me surpreende.
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Sexta-feira, Março 07, 2008
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"O bem de cada um é o bem de todos nós.
Ninguém é mais que um, ninguém resiste a sós".
plínio oliveira
A gente bem que poderia escolher a mansidão. A gente bem que poderia viver como irmãos. Façamos assim: tudo o que a gente puder, pra florescer de dentro de nós a semente da esperança.
Hoje, antes que amanhã vire poesia, antes que amanheça um novo dia, desses nossos dias tão iguais. É preciso agir com ousadia, antes que se perca a energia de um segundo que não volta atrás.
Hoje, limpem seus porões dos desenganos, abrem-se as comportas do querer. Faça-se valer o sentimento, ao sabor do som desse momento. Agora, enquanto é hoje, enquanto é tempo.
Tanta gente destraída dessa ternura. Desconhece no próprio coração, uma santa loucura. E o sentido do tudo, grita, mudo. É a luta por trás de toda dor, é a fonte da saudade. É onde tudo cala e somente falta o amor.
Por que, meu Deus, me diz, por que a gente chora? E perde toda a chance nessa hora? Por que não ser feliz agora? Antes que o amor se canse e vá embora...
Tanta gente se arria, quando perde o norteio. Quando é o fim da folia, sem vencer esse torneio. Quando há calos na alma, quando os olhos se fecham. Nessa hora, a agonia é mais forte que a fome.
Deixa o barco correr, deixa o pranto rolar, a esperança é um instante. E o que a gente sobrar, será forte o bastante pra vencer a agonia e os futuros torneios. Tanta coisa a fazer, vamos lá, dá um sorriso.
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Terça-feira, Fevereiro 12, 2008
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"É melhor tentar e falhar, que preocupar-se e ver a vida passar.
É melhor tentar ainda em vão, que sentar-se fazendo nada até o final.
Eu prefiro na chuva caminhar, que em dias tristes em casa me esconder. Prefiro ser feliz, embora louco, que em conformidade, viver."
martin luther king
Toda vez que chove é assim. Manhãs escuras, neblinas que encantam, dia que demora para nascer.
Em dias como esses, até mesmo os pássaros demoram para sair de suas casas. Preferem ficar por lá, esperando o sol surgir com mais intensidade.
Toda vez que chove, diferente do que muitos pensam, eu fico feliz. Apesar de sujar mais roupas, molhar o tênis, ficar com o cabelo todo arrepiado, o dia que chove me proprociona um contato ainda mais direto com a natureza.
As gotas do orvalho, a brisa fresca e a água que cai na terra. Tudo isso me encanta tanto que sou capaz de parar por longos momentos só para ficar observando as folhinhas da árvore se molhar.
Em casa eu tenho algumas plantinhas. Elas vivem na parte exterior da janela, onde tomam sol todas as manhãs e se esbanjam com a água da chuva quando chove.
Em dias de chuva elas já sabem que eu nem vou dar-lhes água. Só fico olhando, observando, cada gotinha e cada pedacinho da terra que vai absorvendo um pouquinho mais da água que cai.
Se toda a manhã eu perdesse esse tempo, não conseguira chegar em tempo ao trabalho. Mas sinceramente, não consigo consirerar perda de tempo observar as belezas naturais que estão aí, para nos manter vivos, nos fazer respirar, podermos contemplar e preservar.
E mesmo com chuva, a manhã começa ainda mais bela, aconchegante. E eu, mesmo com o cabelo arrepiado, a roupa por molhar, sigo em frente, para mais um dia chuvoso observar.
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